sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

A Cilinha

Hoje decidi dedicar este post à tola sapatólica da CK.
Mas só o faço porque a Priscilla disse-me que tenho que escrever mais e à falta de imaginaçao, falo dela...
Claro que já sei que tenho que me pôr a pau, que esta gaja é das que tem tomates e vai dar-me cabo do juízo por andar a falar dela... e já posso contar com o rolo da massa pela espinha abaixo, ou com um clister de azeite a ferver pelo dito acima...
Por isso não vou mencionar a bunda jeitosa, as medidas perfeitas, ou a beleza que esta gaija do norte julga que não tem e que a faz passar o tempo a correr, ou no ginásio, ou a levar massagens dum Tuga emplumado mas divertido perdido algures em terras de sua majestade (ou de gente sexualmente mal resolvida como define a própria.

Claro que a gaja tambem tem que ter os seus outros pontos. Sapatólica , acessorólica, joiólica,... enfim, nada que uma boa figura nao mereça... mas tem a lata de comentar que o melões gasta muito em perfumaria, mas uma semana depois posta no seu canto uma foto com metade do stock das lojas de Hong-Kong...
E logo eu, que não sou nada consumista, nem gosto de ir comprar uma roupinha, ir a um bom restaurante ou fazer up-grades à decoração da minha casa... olha logo eu, consumista!!!

Mas ó Cila, não te esqueças que temos que ir mandar fazer o fato para levar ao casório da maninha... tenho que ir mais giro que o mitra da abécula dom rodrigo, que deu um exaustor de prenda de natal e chibava as minhas bebedeiras aos meus papás.

Quanto a mim, a neura dos últimos dias vai passando. Tenho que confessar que o meu humor mudou 180 graus e que felizmente acredito que a primavera está aí à porta!

Só espero que chegue para todos

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

São Valentim

Ainda hei-de descobrir quem foi este gajo...

Uma coisa tenho certa. A responsabilidade dele no amor que sinto e partilho é tanta como a do gato da vizinha...

Lá porque houve um gajo, que, como muitos outros, foi martirizado no Séc. III por ser Cristão, que celebrava casamentos, isto não lhe dá o direito de “apadrinhar” o meu amor ou de me fazer lembrar de que amo alguém.

Felizmente não preciso da tua ajuda, ó Valentim...
Nem preciso desta data para dar ou receber flores ou ter uma noite romântica! Isso, eu faço-o quando quero e quando posso. E apesar de hoje estar longe da pessoa que amo, ontem também estava e estarei amanhã... mas estarei com a minha cara metade para a semana e não é graças a ti. É ao estaminé!

E não lhe vou dar prendas porque foi o teu dia, mas porque amo e gosto de ver a minha cara metade feliz! E podes ter a certeza que sempre que estamos juntos, há prendas, carinhos, jantares românticos e noites... sem os pés frios.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Alzheimer

Hoje vi um anúncio publicitário português que apesar de publicitar uma agencia contra a violencia contra as crianças, me fez recordar um texto que escrevi sobre a minha avó e que aqui transcrevo:

“Quem é? É a avó! Não, não é a avó! ...não a reconheço naquela sombra humana, matéria orgânica viva em mente morta.
Olha e não vê, ou, quem sabe, talvez veja, mas esqueceu-se de como se transmitem as emoções.
E ali segue, dia após dia, sentada, resignada, triste... não tem razão, não sabe sequer o que se passa, quem está, quem é, o que diz, o que ouve, o que quer... mas um olhar mais atento vê um desalento enorme.
Olha o chão resignada, sentada, com as mãos sobre as pernas, olhar perdido, triste, culpado... culpado porque está num mundo que já não é o dela, que esqueceu, que não reconhece;
E ali está, dia e noite, enquanto se cumprem as funções vitais até que se esgote o último sopro de energia e a deixem partir para a sua nova realidade... Sim, porque a avó vive em dois mundos, o dos vivos e o dos mortos.
Tem um corpo, um coração que bate, uns pulmões que respiram, um estômago que digere, mas foi-lhe prematuramente negado o dar amor e carinho, o acariciar, sentir-se amada e acariciada.
A sua alma já partiu, partiu juntamente com a do avô e deixou três filhos órfãos que não vêem porque não querem ver.
Vão chorar, sofrer, quando o corpo da avó partir. Eu não! Vou chorar? Sofrer? Talvez. Mas por simpatia com a dor da minha mãe e dos meus tios. Mas vou estar feliz pela avó, que, finalmente, terá a paz que merece, e não mais terei que ver o seu olhar triste, perdido, sofrido.

A minha mãe diz-me por vezes “nunca vais ver a avó!” não respondo, que respeito a minha mãe, a sua dor, porque ao ver aquele resto de ser humano, aquele corpo, que a alma já partiu, apetece-me dizer “quem é? É a avó! Não, não é a avó, a avó morreu com o avô. Pela sua bondade e entrega, pelo seu amor incondicional, foi-lhe dado o direito de acompanhar o avô na sua última viagem, apesar do tempo ainda não ter chegado para o corpo. E esta avó que partiu, é a que conta histórias, canta, faz doces e dá mimos. É a minha avó que eu amo e que quero reter como imagem de amor, fortaleza e exemplo.”
Paris, 17/11/2006”

A falta de Férias ou de descanso

O meu estado de ânimo, não será concerteza resultado da falta de Sol. Afinal o sol ainda brilha em Londres...
Mas desde a tareia que parece que levei no passado dia 24 de Janeiro, não me consegui levantar. Nada ajuda...

1 – A p*ta da constipação que voltou a atacar;

2 – Um assalto em plena via pública – lá fiquei sem o telelé quando vinha da casa da CK, mas o seguro deu-me um melhor e a polícia identificou o ladrão!!!

3 – Ainda não consegui marcar férias e estou a entrar em desespero... Nos últimos 17 meses tive 2 semanas de férias e a falta de descanso começa a passar factura; E isto porque a minha cara metada não sabe quanto tempo vai ter que estar nas Canárias, por isso por agora nem Canárias, nem Brasil, nem a p*ta que o pariu... e se não uso estas duas semanitas que ainda tenho até fim de Março, perco-as, e aí, ai minha cara metade, que vais ter que ouvi-las!!!

Mas as coisas más não se ficam só pelas trivialidades da vida quotidiana. Há outras que me deixam ainda mais cansado e triste:
4 – Um mail do passado que abriu uma ferida que durou mais de dois anos a fechar. Insultos grátis, só por enviar uma sincera mensagem de condolências pela morte da mãe do passado, sem referir nada do sofrimento, discussões, coisas boas e muitas más que entretanto se passaram e se esqueceram– o que chamo hoje os meus cinco anos de terror!
Ai Cilinha que fiz o que disseste, não abrir a porta à notícia, mas nem assim... fui insultado, espezinhado, e o passado voltou porque ignorei o próprio passado e só mandei uma simples mensagem de condolências. Eu gostava da mãe do passado!

5 – Ver os amigos tristes e não saber utilizar as palavras correctas para os animar. Escutar os seus problemas e não saber aconselhar. Vê-los sofrer, sofrer com eles e por eles. E não é um, nem são dois...

6 – E a família, a fantástica família, que vive dramas graves mas com um sorriso nos lábios. Ah, grande família. E tu, tia dos gatos, uma Senhora, uma verdadeira Senhora.

Será que é o Inverno que deixa as pessoas assim? Necessito de férias já! E de que a Primavera regresse depressa ao meloal.